Há 148 anos nascia à primeira santa do Brasil

Paloma

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A família de Amábile viveu em uma casa onde hoje se encontra a “Via Marzola”, (casa adquirida e recuperada pela Congregação das Irmãzinhas da Imaculada, restaurada e aberta à visitação de peregrinos do mundo inteiro).  Possuíam um pequeno campo e trabalhavam constantemente para sobreviver. A casa tinha animais no subsolo (porão) para ajudar no aquecimento da família que ocupava o segundo andar, em um terceiro piso ficava o capim seco que servia de alimento para os animais quando caía neve.

Seu pai, Napoleone, era pedreiro e para conseguir manter financeiramente a família, por muitas vezes procurava emprego fora de Vigolo Vattaro. Era um homem de fé profunda, cristão praticante e caridoso. Sua esposa, Anna, trabalhava para a família e para manter a casa e o pequeno campo. Nos longos invernos, Anna passava horas fiando e tecendo, fazendo tecidos de linho e algodão para vestir a família.

As condições de vida na Itália ficaram ainda mais difíceis e a família, juntamente com outras da região Trentina, imigraram para o sul do Brasil em 1875, em Santa Catarina, numa cidade que eles mesmos posteriormente deram o nome de Nova Trento – no bairro de Vígolo-SC. Estando no Brasil, Amábile teve a sua infância marcada por amizades e partilhas que revelavam desde cedo sua caridade e seu amor pelo próximo.

Em 1887 faleceu sua mãe e a jovem Amábile assumiu a responsabilidade de cuidar dos irmãos menores, até seu pai contrair novas  núpcias. Desde pequena ajudava na Capela de Vígolo, como paroquiana engajada na vida pastoral e social.

Irmã Elvira Dellarosa teve a graça de conhecer Madre Paulina. Com 16 foi morar em São Paulo e estudar no Colégio Sagrada Família. Assim que chegou, juntamente com seu grupo, foi apresentada à Madre Paulina. “O colégio que eu estudava era em frente à casa geral, eu sempre a via sentada na área, rezando o terço, volta e meia dávamos uma escapada de lá para cumprimenta-la”. Revela Irmã Elvira, profunda conhecedora da história, por ter sido missionária em Vígolo Vattaro, terra natal da primeira santa do Brasil, por  25 anos.

Ir. Elvira tem 88 anos de idade e 76 anos de Congregação e relembra com riqueza de detalhes o dia em que Madre Paulina faleceu, ela diz que eram 04h45, quando chamaram todas as aspirantes para rezar na capela, pois a Madre estava passando mal. Quase uma hora depois, veio a notícia que ela havia falecido. “No seu velório eu retirei do caixão, um cravo que guardei por um tempo, mas que acabei perdendo”.

Atílio Alexandre Wisintainer tem 96 anos de idade e é o único sobrinho de Santa Paulina que ainda vive. Filho de Manoel Benjamin Wisintainer, irmão de Santa Paulina já do grupo nascido em Nova Trento. Sempre bem humorado e morando com um dos filhos, em meio a uma pequena plantação de uvas onde se cultiva vinho artersanal, Atílio é muito devoto de Santa Paulina, reza o terço ao lado de sua imagem todos os dias. Tem muita fé e diz que é isso que o leva para frente.

Ir. Elvira 700

Atílio 700

 

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